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por Marcus Reis Pinheiro
Citando o próprio Fedro, Plotino, em um de seus tratados, vai afirmar que há três naturezas humanas aptas à viagem rumo a estes níveis superiores: a do músico, a do amante e a do filósofo. O músico e o amante começam seu processo de aprendizagem pelo próprio mundo sensível, já o filósofo consegue naturalmente perceber a beleza dos outros níveis. Os primeiros devem, então, aprender sobre a origem da beleza. Mas antes de passarmos para a superação do sensível, vale citar a definição de beleza sensível: "afirmamos que é pela participação nas idéias que estas coisas são belas". Ser belo é participar nas formas perfeitas que residem no noûs e são contempladas pela alma, e certamente não se esgota no sensível.
Assim, tal amor ao sensível deve ser refinado e aprofundado. Como na escalada erótica proposta por Diotima no Banquete, o amante e o músico precisarão aprender que a beleza contemplada no mundo sensível -- para um, no rosto do amado, para outro, no encadeamento das notas e da poesia -- provém de uma outra ordem da realidade, cuja descoberta é necessária. O primeiro passo da subida consiste em perceber certos entes belos cuja existência não pode ser restrita ao mundo corpóreo: as ciências, as virtudes, as atitudes belas não podem ser compreendidas como realidades corpóreas. O amante e o músico devem ser educados a verem beleza também nos objetos que não os sensíveis, e devem perceber ali sua maior intensidade. Dá-se, então, um primeiro passo na subida ética proposta por Plotino: o encantamento com a beleza do mundo sensível e a correspondente saída para outro nível.
Ao ultrapassar o nível sensível, percebe-se a vastidão da psyché. As virtudes, os discursos, o movimento matemático das esferas celestes, todas estas realidades passam a encantar aquele aprendiz que começa a superar suas antigas paixões, descobrindo, mesmo que dolorosamente, novas intensidades daquilo mesmo que amava. No entanto, ao alcançar o nível da psyché, o aprendiz do Belo ainda se encontra em uma multiplicidade de elementos que proporcionam beleza. Dentro do que Plotino propõe para a psyché, podemos distinguir pelo menos quatro níveis: a alma individual, a alma das esferas celestes, a alma do mundo e a alma-hipóstase, esta última sempre voltada para o noûs. Cada um destes níveis da psyché de Plotino valeria um estudo à parte, mas podemos indicar alguns traços gerais.
A psyché não se restringe apenas ao âmbito individual, que organiza e doa beleza ao homem, mas também abarca a alma do mundo, que organiza e doa beleza para o próprio cosmos. Há kósmos, isto é, ordem e beleza na própria natureza, e seus movimentos de nascimento e morte são presididos por uma força que a tudo comanda. As estações se seguem ordenadamente, os animais procriam e morrem respeitando uma ordem, as chuvas e rios parecem saber que são governados e supervisionados por uma alma do mundo que, como uma grande mãe, dispõe e cuida o melhor possível de tudo o que ocorre. Ao levantar a cabeça para os céus, nosso aprendiz do Belo percebe ainda que o próprio movimento cíclico cósmico é ordenado pelo que há nele de noético, o que há nele de inteligível: o movimento matemático dos astros. Surge, para o aprendiz extasiado de beleza, o Inteligível que a própria alma contempla em seu organizar diário das coisas do mundo. A maior intensidade psíquica de belo se torna ainda pequena, e a nostalgia do mais expande-se no coração daquele que ama o Belo. Continua-se, rumo ao noûs.
Para se compreender de modo mais apropriado toda a dimensão existencial desta escalada, deve-se descrever melhor o movimento ascensional necessário para a sua compreensão. A chave interpretativa da beleza inteligível e daquele Primeiro, que a transcende, é o trabalho pessoal proposto pelas Enéadas, e a partir deste trabalho perceberemos o lugar e a função da arte para Plotino.
"Esculpir a própria estátua"
Em um dos tratados mais famosos das Enéadas, o Sobre o Belo, I, 6 [1], Plotino é bastante claro ao afirmar a necessidade de um trabalho sobre si mesmo com vistas à compreensão da Beleza. Ora, na medida em que apenas aquele que a contempla pode realmente compreender a Beleza, e somente em um trabalho ético de aperfeiçoamento de si mesmo é possível contemplá-la (pois, em verdade, a contemplação ocorre através de uma identificação), epistemologia, ética e estética são inseparáveis em Plotino.
http://www.revistaviso.com.br/visArtigo.asp?sArti=17
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=10960949 Auteur : msycoz Tags: Theology Mathematics  | | Teologia Matemática Aplicada - 17° parte - 399 sec O Que é Tão Interessante na Matemática (para um Filósofo)?
por Stewart Shapiro
Michael Dummett (e.g. 1973) avança um sem número de considerações relativamente à aprendizagem da linguagem e ao seu uso como um veículo de comunicação. Uma consequência destas considerações é que a lei do terceiro excluído não é globalmente válida e, assim, a lógica clássica devia ser substituída pela lógica intuicionista. Dummett, obviamente, sabe que se ele tem razão acerca da linguagem, então a prática matemática contemporânea é defeituosa e mesmo incoerente.
Aqueles inclinados para a filosofia primeira podem considerar seriamente os argumentos de Dummett relativamente à linguagem. É realmente possível que Dummett esteja correcto e que quase todo o matemático seja incoerente ou, no mínimo, esteja equivocado de uma forma contínua e sistemática. Por outro lado, os filósofos anti- revisionistas, afastados da filosofia primeira, provavelmente rejeitariam peremptoriamente as considerações de Dummett acerca da linguagem. Eles defendem que os argumentos de Dummett acerca da linguagem devem ser errados se exigirem revisões na matemática.
A questão retórica é esta: o que é mais firme e, provavelmente, correcto, a matemática como praticada ou a filosofia da linguagem de Dummett? Pondo as coisas em termos mais neutrais, Dummett argumenta que a matemática contemporânea não goza de um certo tipo de justificação, por sua vez, um anti- revisionista pode concordar com isto, mas imediatamente acrescentará que a matemática não necessita dessa justificação.
Consideremos, brevemente, o extremo oposto da filosofia primeira, a tese de que a filosofia é irrelevante para a matemática. De acordo com esta perspectiva, a matemática tem vida por ela própria e é bastante independente de quaisquer considerações filosóficas. Uma concepção filosófica nada tem para contribuir para a matemática e é, no pior, uma retórica sem significado, um emaranhado de palavreado e (tentativa de) intromissão de gente de fora.
No melhor, a filosofia da matemática é uma servente indigna da matemática. Se a filosofia da matemática é de todo um trabalho, então a sua função é dar uma explicação coerente da matemática como praticada até então. Porém, o filósofo deve estar preparado para rejeitar, peremptoriamente, o seu trabalho, se desenvolvimentos na matemática entrarem em conflito com ele. Chamemos este princípio de filosofia última.
Na defesa da filosofia última, o (infortunado) facto é que muitos matemáticos, talvez a maior parte, não estão de todo interessados na filosofia e, afinal de contas, são eles que praticam e mais articulam o seu campo.
Assim uma posição anti-revisionista razoável talvez seja a de que qualquer princípio usado na matemática é por efeito tomado como correcto, mas não incorrigível. A correcção da maior parte da matemática é um princípio teórico de alto nível e bem enraizado. Dado o enorme sucesso da matemática -- incluindo a lógica clássica, as definições impredicativas, etc. -- seria trabalhoso destroná-la.
Um exemplo extraordinário do parágrafo anterior é o de Gödel que reclamou que o seu realismo era um importante factor na descoberta da completude da lógica de primeira ordem e da incompletude da aritmética. O teorema da completude é uma consequência imediata de alguns dos resultados de Thoralf Skolem. Porém, Skolem não retirou essa conclusão. A razão para isto pode ser encontrada nas diferentes orientações que Skolem e Gödel tinham acerca da matemática, orientações que, aproximadamente, podem ser descritas como filosóficas.
http://ecastro.com.sapo.pt/Shapiro.pdf
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=10960949 Auteur : msycoz Tags: Theology Mathematics  | | Teologia Matemática Aplicada - 16° parte - 385 sec Uma questão que sempre surge é porque o espaço-tempo teria as características que descrevemos: três dimensões espaciais bidirecionais e uma dimensão temporal unidirecional. Por que não poderia ser "um pouco diferente disso"?
Falamos muito ligeiramente sobre isso anteriormente mas vamos discutir esses pontos com um pouco mais de detalhes agora.
A resposta mais simples a essas questões seria declarar que isso aconteceu por acaso ou que isso é uma pergunta que não tem significado nem físico nem matemático. Ocorre que alguns cientistas se preocuparam em análisar com detalhes essas dificílimas questões e chegaram à conclusão de que, ao contrário do que afirmamos acima, nenhumas das duas sugestões de respostas está correta. Eles mostraram que todos os outros possíveis números de dimensões tanto temporais como espaciais conduzem a uma ou mais das seguintes situações problemáticas:
o passado não determina o futuro. Isso quer dizer que as leis da física são impossíveis e os fenômenos naturais imprevisíveis. Isso ocorre em todos os casos onde tanto o número de dimensões espaciais como de temporais é superior a dois.
a gravitação não produz órbitas estáveis e o eletromagnetismo não produz átomos e moléculas estáveis. Os prótons e os elétrons têm meias-vidas curtas.
dos nove casos possíveis com não mais do que duas dimensões espaciais e duas temporais, os três casos que são estáveis e previsíveis não permitem a existência de matéria com qualquer complexidade tais como seres vivos com sistema nervoso.
com duas excessões, todos os casos com mais de uma dimensão temporal são instáveis ou imprevisíveis. Uma excessão não permite complexidade. A outra excessão, o caso de três dimensões temporais e uma dimensão espacial, exige que toda a matéria tenha uma velocidade que excede a velocidade da luz no vácuo.
Parece que complexidade, vida e processamento de informação somente são possíveis em um universo sujeito ao espaço-tempo que definimos ou seja, com três dimensões espaciais e uma dimensão temporal. Esse fato é um exemplo de raciocínio antrópico. Teorias que propõem que o universo tem mais de três dimensões espaciais, tais como a teoria de Kaluza-Klein ou a teoria de cordas, não aniquilam o estado privilegiado do espaço-tempo, porque as dimensões espaciais acima de três somente importam para comprimentos da ordem do diâmetro de partículas subatômicas.
Immanuel Kant imaginou que o espaço tinha três dimensões porque a lei da gravitação universal entre dois objetos é proporcional ao inverso do quadrado da distância que os separa. O argumento de Kant é historicamente importante mas põe o carro na frente dos bois. A lei da gravitação resulta da dimensionalidade do espaço. De modo mais geral, em um espaço com N dimensões, a intensidade da atração gravitacional entre dois corpos separados por uma distância d é porporcional a dN-1.
Paul Ehrenfest mostrou em 1917 (Annalen der Physik, 61, 440) que se o número de dimensões espaciais é superior a três, a órbitas de um planeta qualquer em torno de sua estrela não pode permanecer estável. O mesmo ocorre para a órbita da estrela em torno do centro da galáxia à qual a estrela pertence. Do mesmo modo elétrons não podem ter órbitas estáveis em torno de um núcleo: eles ou caem na direção do núcleo ou se dispersam. Ehrenfest também notou que se o espaço tem um número par de dimensões então as partes diferentes de um impulso de onda se deslocarão a velocidades diferentes. Se o número de dimensões é ímpar e maior do que três, os impulsos de onda se tornarão destorcidos. Somente com três dimensões ambos os problemas são evitados.
Tegmak em 1977 (Classical and Quantum Gravity, 14, L69-L75) fez o seguinte argumento antrópico. Se o número de dimensões temporais diferisse de 1, o comportamento dos sistemas físicos não poderia ser previsto com confiança a partir do conhecimento das equações diferenciais parciais relevantes. Em tal universo vida inteligente capaz de manipular tecnologia não poderia surgir. Se o espaço tivesse mais do que três dimensões, os átomos tais como nós os conhecemos (e, provavelmente, também estruturas mais complexas) não poderiam existir. Se o espaço tivesse menos do que três dimensões a gravitação de qualquer tipo se tornaria problemática e o universo seria simples demais para conter observadores.
Um outro ponto importante é o fato de que existem afirmações geométricas cuja verdade ou falsidade é conhecida para qualquer número de dimensões espaciais exceto três. Curiosamente o espaço tri-dimensional parece ser o mais rico matematicamente.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=10960949 Auteur : msycoz Tags: Theology Mathematics  | | La teología del UML - 156 sec Indescriptible. Como se puede llegar a desvirtuar una conversación sobre el diagrama de clases software de un proyecto, hablando finalmente de como dios se puede dividir o morir. Auteur : jesusrpeinado Tags: informática UML teología ujaen  | | istruzioni per l'Arca - Teologia quotidiana - parte I - 251 sec Incontro con Igor Sibaldi - parte I Auteur : nonsoloanimatv Tags: nonsoloanimatv anima teologia quotidiana istruzioni arca sibaldi  | | Teologia Matemática Aplicada - 15° parte - 598 sec A Matemática é Acerca de Quê?
por Michael Dummett
Das disciplinas intelectuais, as duas mais abstractas, filosofia e matemática, dão origem à mesma perplexidade: elas são acerca de quê?
A perplexidade não emerge somente da nossa ignorância: mesmo os praticantes destas matérias podem achar difícil responder à questão. A matemática apresenta-se como uma ciência no sentido geral em que a história é uma ciência, nomeadamente como uma área na procura pela verdade. Mesmo aqueles menos instruídos nas outras ciências, porém, têm uma ideia geral acerca de quê essas ciências se esforçam por estabelecer a verdade. Os historiadores procuram estabelecer a verdade sobre o que foi feito e o que aconteceu aos seres humanos no passado, mais exactamente, após terem inventado a escrita. Os físicos tentam descobrir as propriedades gerais da matéria nas mais variadas condições, mais geralmente, da matéria e do que a propaga, tal como luz e calor. Mas os matemáticos investigam o quê?
Uma resposta pouco esclarecedora podia ser dada listando vários tipos de objectos matemáticos e estruturas matemáticas: os matemáticos estudam as propriedades dos números naturais, números reais, números ordinais, grupos, espaços topológicos, variedades diferenciáveis, reticulados, entre outras. À parte a dificuldade de explicar "entre outras.", tal resposta é pouco esclarecedora porque é dada a partir de dentro: uma pessoa tem de conhecer alguma matemática -- mesmo se, em alguns casos, somente um pouco -- para se conseguir entender a resposta, ao passo que as respostas típicas às questões relativas à história ou à física podem ser entendidas sem quaisquer conhecimentos história ou física.
Alguns sustentam, no entanto, que a matemática é uma ciência como outra qualquer. Prima facie, a pretensão não convence: o que é imediatamente saliente na matemática é de como ela é diferente doutra ciência qualquer.
É verdade que, nas ciências mais matematizadas, como a física, podem ser elaboradas deduções a partir de premissas iniciais, tal como acontece na matemática; mas elas desempenham um papel diferente. Na matemática, o seu objetivo é estabelecer teoremas, isto é, verdades matemáticas; na física, elas servem para derivar consequências de uma teoria, que depois podem ser usadas para fazer previsões mas também para testar a teoria. A palavra "teoria" é usada de modo muito diferente na matemática e nas outras ciências. Na física, biologia, e outras, a palavra "teoria" transportou a conotação de uma hipótese; apesar de uma teoria, física ou biológica, estar estabelecida, ela mantém-se sempre aberta à refutação ou revisão. Na matemática, não há tal conotação. Estamos todos familiarizados com a ideia de observações planejadas para testar -- confirmar ou refutar -- a teoria da relatividade geral; mas devemos ser incapazes de conceber observações planeadas para testar a teoria dos números ou a teoria dos grupos.
Se a matemática não é sobre um domínio particular da realidade, então é acerca de quê? Alguns têm desejado sustentar que é, na verdade, uma ciência como outra qualquer, ou, talvez, diferindo das outras somente no aspecto em que o seu conteúdo é um domínio super-empírico de entidades abstractas, ao qual temos acesso por meio de uma faculdade intelectual da intuição análoga aquelas faculdades sensórias por meio das quais estamos conscientes do domínio físico.
Acima de tudo, não procuramos, no sentido de refutar ou de confirmar uma hipótese, um meio de refinar as nossas faculdades intuitivas, assim como os astrónomos procuram melhorar os seus instrumentos. Em vez disso, se supomos uma hipótese verdadeira, procuramos por uma demonstração dela, e permanece uma mera hipótese, cuja asserção seria portanto não garantida, até encontrarmos uma. Na verdade, procuramos tornar os nossos métodos de demonstração ainda mais explícitos e precisos. Porém, isto não é análogo ao melhoramento dos instrumentos. Os métodos de demonstração servem para derivar resultados, não para produzir uma base de dados mais extensiva; se uma hipótese é para ser estabelecida, isto deve ser feito, não pelo teste dos seus resultados, mas apresentando-a como um resultado daquilo que já conhecemos.
http://ecastro.com.sapo.pt/Dummett%20Matematica.pdf
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=10960949 Auteur : msycoz Tags: Theology Mathematics  | | Istruzioni per l'Arca - Teologia quotidiana - parte II - 259 sec Incontro con Igor Sibaldi - parte II Auteur : nonsoloanimatv Tags: nonsoloanimatv anima teologia quotidiana istruzioni arca sibaldi  | | Istruzioni per l'Arca - Teologia quotidiana - parte III - 331 sec Incontro con Igor Sibaldi - parte III Auteur : nonsoloanimatv Tags: nonsoloanimatv anima teologia quotidiana istruzioni arca sibaldi  | | Istruzioni per l'Arca - Teologia quotidiana - parte V - 305 sec Incontro con Igor Sibaldi - parte V - I vizi capitali Auteur : nonsoloanimatv Tags: nonsoloanimatv anima teologia quotidiana istruzioni arca sibaldi peccato peccatum vizi capitali  | | Istruzioni per l'Arca - Teologia quotidiana - parte VIII - 268 sec Incontro con Igor Sibaldi - parte VIII - Superbia e Accidia Auteur : nonsoloanimatv Tags: nonsoloanimatv anima teologia quotidiana istruzioni arca sibaldi peccato peccatum vizi capitali superbia accidia  | | TEOLOGÍA DE LA LIBERACIÓN; MISA CAMPESINA - 236 sec EN EL CRISTIANISMO ORIGINARIO, CRISTO LLAMÓ A SU LADO A LOS POBRES, A LOS DESAHUCIADOS,A LOS NIÑOS, A LOS ANCIANOS, A LAS MUJERES, A LOS LEPROSOS, A LAS PROSTITUTAS. ES POR ELLO QUE EN ESTA FASE DEL CAPITALISMO LLAMADA NEOLIBERALISMO LA TEOLOGÍA ES LA OPCIÓN POR LOS POBRES, ES UNA HERRAMIENTA MAS NUESTRA EN LA LUCHA POR LA DIGNIDAD HUMANA. Auteur : enriquevicsaa Tags: HERMANOS MEJIA GODOY TONCHINTLAN TIANGUISTENGO HIDALGO TEOLOGÍA DE LA LIBERACIÓN EZLN ¡PRESOS POLÍTICOS LIBERTAD¡  | | O que é a Teologia da Libertação? - 566 sec Mini documentário sobre a Teologia da Libertação, movimento social tanto quanto doutrina cristã estabelecida principalmente na América Latina. Texto de Löwy. da série "ABC da Subversão" de Joelton Nascimento. Auteur : joeltonascimento Tags: Teologia da Libertação Marxismo Movimentos Sociais Cristianismo Catolicismo América Latina  | | Teologia da Prosperidade - Resposta ao Pr Marcos Feliciano - 397 sec Seminário Internacional de Teologia
Teologia da Prosperidade - Resposta ao Pr Marcos Feliciano Auteur : mcoci01 Tags: teologia da prosperidade resposta ao pr marcos feliciano gideões cd dvd critianismo fotos show  | | "La teologia del terrorista suicida..." - 261 sec Teología del extremismo ideologico Tanto los escritos bíblicos, como el mismo Coran sostienen como doctrina básica que sus seguidores deben estar sometidos a una voluntad divina, es decir que estos postulados están por encima de cualquier sistema político en manos de simples mortales, a esto se le llama "Teología" "la voluntad de la deidad expresada en la Biblia el coran o cualquier otro escrito al que se le atribuyan inspiración divina y a la que también se le debe obediencia ciega.
Todo lo cual conlleva que sus designios colisionen con el sistemas de cosas establecido, es decir la sociedad moderna, el capitalismo, la era industrial, el sistema político etc. En este punto se produce un punto critico o inflexión es donde el mundo real se diluye en la extensa bruma del mas allá. Pero el diseño de sociedad no admite una instancia superior en donde se sustancien los males terrenales. Porque presume que esta actitud libera una ruta directa hacia la rebelión, a la desobediencia al sistema y es a lo que mas temen los estados, al fanatismo en este caso religioso por una idea determinada, porque en el fondo es una lucha por las ideas.
Si bien tienen factores como el petróleo, la economía, la arrogancia o la dominación etc. No es menos cierto que terminan siendo una guerra entre dioses que miden sus fuerzas en un campo real y con victimas reales, pero por la fuerza de las ideas.
Por lo tanto no existe sistema religioso sea este occidental o del otro lado de la mesopotámia que renuncie a permitir que sus seguidores naveguen libremente entre ambas corrientes, es decir el mundo real tal cual lo conocemos con sus miserias y virtudes, sin comprometer el mundo utópico mas allá de las estrellas. Lo que equivale a dificultar la reconciliación de estos aspectos. Quien asume una doctrina determinada por esa búsqueda incesante de refugio ante las desventuras de este mundo. También esta diciendo que lentamente quiere separarse del mundo común, pero al mismo tiempo se convierte en una excelente excusa para actitudes libertarias, emancipación, para exigir liberación, la lucha por la dignidad en tanto que esta no llega por los canales tradicionales.
Mientras el cristianismo occidentalizado promete un derrotero terrenal de sufrimiento en un marco "democratico" con una glorificación en un futuro con la llegada de un Mesías que incendiara a los infieles y recogerá a los buenos. El Islamismo radical en cambio sostiene que la dignidad, las desigualdades sociales no necesitan esperar tanto tiempo y son posibles ahora y ya...
Simplificando bastante diría yo que en esto estriba el conflicto entre oriente y occidente, mientras los dioses occidentales se han ido secularizando (modernizando) lentamente, los orientales en cambio se resisten a este cambio. Auteur : Aminos300 Tags:Terrorismo Suicidas Escuelas Talibames  | | Aula de Teologia 04 - O Surgimento do Homem - 555 sec www.icp.com.br Auteur : ICPweb Tags: Aula de Teologia 04 Surgimento do Homem  | | "Teologia das Ofertas" - 1a. Parte - 597 sec O Pastor Valdir Carlos, responsável pela área de Fidelidade e Família da Associação Paulistana da IASD, pregou em 15/out/2006 no 1.o domingo da série "Domingos Dez" promovida pelos jovens da IASD de Jd do Estádio, SP, Brasil. Auteur : dssjunior Tags:pastor valdir carlos paulistana adventista estádio sermão pregação oferta dízimo mordomia teologia das ofertas  |
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